Monday, September 24, 2012

pot pourri da bailarina


astronautas são de mármore...
...só a bailarina que não tem...
...Boia no céu imensa e amarela
Tão redonda a lua
Como flutuaVem navegando o azul do firmamentoE no silêncio lentoUm trovador, cheio de estrelas...ApaixonadoUm aprendiz do teu amorAcorda amorQue eu sei que embaixo desta neve mora um coração ...
O teu desejo é sempre o meu desejoVem, me exorcizaDá-me tua bocaE a rosa loucaVem me dar um beijoE um raio de solNos teus cabelosComo um brilhante que partindo a luzExplode em sete coresRevelando então os sete mil amoresQue eu guardei somente pra te dar ...
Aí, diz quantos desastres tem na minha mãoDiz se é perigoso a gente ser felizSerá que é mentiraSerá que é comédiaSerá que é divinaA vida da atrizSe ela um dia despencar do céuE se os pagantes exigirem bisE se o arcanjo passar o chapéuE se eu pudesse entrar na sua vida


... Eu sou apenas um pobre amador
... Me dá tua mão
....Se ela dança no sétimo céu
Se ela acredita que é outro país
E se ela só decora o seu papel
Se ela mora num arranha-céu
E se as paredes são feitas de giz
E se ela chora num quarto de hotel
Me ensina a não andar com os pés no chão
Para sempre é sempre por um triz

Será que é uma estrela
...

Am I right side up or upside down And is this real or am I dreaming

Sitting smoking feeling high
And in this moment it feels so right

As vezes realmente acredito que vivo de cabeça para baixo, muito ao contrário de toda a realidade que me envolve
Parece tudo tão certo e eu sempre pareço buscar o contrário do que é socialmente e politicamente correto
não porque quero provar nada para ninguém, apenas porque o que todo mundo acha que é o outro lado é o certo para mim
como cartas do baralho
tudo tem os dois lados
e estou sempre de cabeça para baixo
parece-me o mais correto
apesar de no fundo querer o que todos buscam
a mesma caretice tradicional do
"then they lived happly ever after"
eu sei que não existem finais felizes
sim, quero o protocolo
mas até o protocolo eu busco de cabeça para baixo
nada faz sentindo se não há o calor do momento
se não há a paixão da vida
e, sinceramente, por mais que boa parte do mundo não entenda
meu coração, minha cabeça, meu corpo não sossegam
quero tirar da vida cada milésimo
sinto meu fim próximo, não sei porque
mas esse é o momento
por que não viver?
cada dia, cada pessoa que passa, cada lugar
tudo vale
e valeu à pena até agora
então porque questionar se fiz algo errado
não
não fiz
nada foi errado
até o que doeu valeu cada miésimo para entender o que vivi
e que estou viva
e tudo aquilo que não vale à pena esquecer
e manter na lembrança eternamente
como um dos melhores momentos da vida
os amores inesquecíveis
aqueles que deixam rastros
são sempre válidos
e significam que você foi muito, mas muito feliz
cada momento que viveu ao lado daquela pessoa
e talvez seja isso
se fosse mais que isso
estragaria
e não ia ser tão repleto, pleno e catártico
além disso seria rotina, vida comum
amores especiais
vão
e nunca mais voltam
assim
dessa maneira
para tornar a vida repleta e mais emocionante
e dessa maneira, um dia, ouvi de uma bailarina
ao falar de um amor que viveu com um astronauta
e que nunca morreu
mas que se fez lembrança presente, quase eterna em seu coração
astronautas são de mármore

Sunday, September 16, 2012

Sobre a distância entre o planeta e a caixa de músicas

Os dias e os meses passaram
Hoje a bailarina se sente muito melhor consigo mesma
Estando só
Sem solidão
Mas ainda lamenta o astronauta não estar ao seu lado
E sente saudade de tudo aquilo que ficou por ser vivido
E como se vivessem em dois
Mundos diferentes
Apesar de tão próximos
Seus caminhos nunca mais se cruzaram
E o coração da bailarina nunca mais foi o mesmo
A bailarina não é mais a mesma

o dia em que a bailarina e o asronauta dividiram o mesmo mar

E então o astronauta era só uma lembrança de algo que nem a bailarina entendia bem...porque não existia...e se foi, como se naquele dia tudo havia ficado muito claro...não existem planetas, muito menos caixas de músicas, nem astronauta, nem bailarina...não, nada nunca existiu...devaneios de elixires de sonhos desconexos...adeus rockstar, hoje a bailarina percebeu...era o mito...uma fábula
Moral da história: nem sempre sonhos se tornam realidade
Adeus!
Faço-me livre a partir de hoje
Coração aberto!
Entendeu a bailarina
após uma noite inteira ao lado do astronauta
sem ve-lo
sem poder falar
sem poder toca-lo
e o astronauta ao lado de outra dancarina
pretendia que nao conhecia a bailarina
e que a historia deles nunca existiu
eram dois estranhos no planeta terra
numa mesma conjuncao estelar
naquele momento
nada explica o por que se cruzaram
mas foi ali
e se encontraram
nao havia troca de olhares,
nem palavras
agiam como dois estranhos
afinal, estranhos eram
e hoje continuaram sendo
a bailarina realizou 
que projetava no astronauta
mais do que ele realmente era
mas também descobriu que o amava
mesmo sem saber dele
pois ali ela se despiu
tentou ser forte
ignorar
e em nenhum momento esqueceu
por mais que quisesse agir como se tudo tivesse ficado no passado
no coracao e no corpo da bailarina
era como se nunca tivesse morrido
e agora ela tenta entender
tudo aquilo que aconteceu nessa noite
sem luar como testemunha
ele sabia da presenca 
assim com ela
e se ignoravam
como dois desconhecidos
ele partiiu com a outra dancarina
essa foi quem ele escolheu
a bailarina lamenta
queria ter sido ela
em todo o momento
mas também sabe
que o astronauta está em busca
pois a cada vez que se cruzam
sao dancarinas diferentes
quando podia, na verdade, ser só ela
afinal, a história é sobre um astronauta e uma bailarina
e deveria ter um final feliz
mas ninguem sabe sobre os coracoes
cada historia segue um caminho diferente
e a bailarina entende tudo isso
e acredita que um dia
o astronauta sera apenas lembranca distante

Sunday, September 09, 2012

A bailarina vive o hoje

ela quer a cada dia esquecer o astronauta, ah, mas como é difícil
a vida segue e a bailarina ensaia outros passos
outras coreografias
outros ensaios
o espetáculo é outro
o astronauta
assim como Major Tom
perdeu contato
o espaço é assim
lá de cima tudo é diferente
mas aqui embaixo
onde a bailarina dança e roda e faz suas piruetas a história é outra
o astronauta se foi
para sempre
e ela busca soldados de chumbo
porque queria esquecer
mas tudo passou tao rapido
hoje a bailarina busca a propria danca
seu solo
dentro do espetáculo ela tem aquele momento que é so dela
o solo é arduo
mas tao gratificante quanto o dueto
e as outras bailarinas a levam ao elixir dos sonhos desconexos
assim como ela
entre quatro paredes faz por si so
e hoje ela foge dos holofotes e da multidao
que confude a cabeca
a musica dita o ritmo dos pes e do coracao da bailarina
e nao ha necessidade de astronauta, muito menos de soldados de chumbo
ela ensaia solo
seu espetaculo solo
no qual toda a plateia se volta e aplaude apenas a ela
e numa noite inebriada de elixires de sonhos desconexos
desajuizada, fora de seu proprio controle
ela faz seu ultimo pedido ao astronauta
que obviamente mantem seu silencio distante
de quem nao busca encontros
porque nao ha a falta
muito menos saudades
o universo é imenso
muito mais do que uma caixa de músicas
no meio do caminho a bailarina nunca perdeu sua colecao de soldados de chumbo
entre eles existiu um lindo soldado que a fazia sorrir a cada momento em que se fazia lembrar
e ela foi cruel
cortou sua cabeça como a rainha de copas
ela nao queria viver outra historia como a do astronauta
e esse soldado de chumbo saiu do caminho de dor da bailarina
mas existia um desconhecido
pelo qual a bailarina tomou como soldado de chumbo
mas ele era mais que isso
ele era um anjo caído na terra, sem asas, perdido no mundo, na arte, que acredita
esse anjo sempre se fez presente
e a bailarina ria
e ele prometia
como um anjo decara suja
e ele promete a ela coisas que nem o ceu nem a terra podem compreender
a bailarina ve no anjo uma resposta
mas ele so entrega promessas
nunca realizadas
e ela se deixa levar nessa danca
afinal, no unico encontro que a bailarina teve com o anjo tudo foi unico
de uma maneira que nem o astrounauta pode entregar
o anjo se faz presente a cada dia
mas como um anjo nunca aparece
e promete sonhos nunca alcancaveis
e a bailarina se encanta
e espera
ela espera nesse anjo
encontrar as respostas
que o astronauta nunca foi capaz de entregar
ele promete
enquanto isso ela espera
mas a bailarina sempre diz ao anjo
que ele esta disfarcado de pecado
ele gosta
e continua
e ela espera
essa coreografia
se um dia acontecer
sera unica

Thursday, September 06, 2012

uma bailarina sem pontas

e entao ela perde o equilibrio de tudo
e a gravidade perde sentido em cada passo
a bailarina encontra uma amiga chamada anastasia
elas vivem a mesma historia
a diferenca e que a bailarina se acha astuta
e perde o astronauta por entre a noite

a bailarina nao sabe de nada

A bailarina aprendeu, por muito se esforcar
que ela nao sabe de nada
e levou tropecos
sofre

a bailarina em luto

As trilhas sonoras são apenas incentivos para o imaginário
a dor é tão maior quanto qualquer nota que a maior voz possa ressoar
os sonhos são em vão
cada vez mais em vão
as oportunidades são escassas
mas são aquilo que realmente você não busca
o que arde é inexplicável
a busca pelo astronauta e pela bailarina
é quase uma certeza de que nunca vai acontecer novamente
a bailarina é quase satisfeita e feliz por ter vivido isso
mesmo que não tenha realizado
valeu cada segundo
não foi vanilla
foi christian e anastasia do inicio ao fim
mas morreu
e talvez para ser perfeito como foi
deveria ter morrido como morreu
a cada dia ela sofre cada lembranca
fazem meses e ela nao esquece
e mesmo sabendo que acabou ela espera
porque la dentro
ela quer mais
e por mais que tantos soldados de chumbo passem
ninguem sabe satisfaze-la como o astronauta
ela esqueceu o que é amar
ela esqueceu o que é acostumar
nada mais basta
o astronauta se foi
para outros planetas
outas aventuras
mas permanece vivo na pele da bailarina
como se fosse ontem
Ela como se ela so soubesse o astronauta
e antes dele nao houvesse nada
ele como um cometa, uma estrela cadente
passou e se foi
e ela permanece com a presença da ausência
a lembrança de algo inalcansável
o prazer destemido de duas pessoas
que nao se sabiam
apenas se aventuravam
e nao havia problemas
preocupacoes
so o aqui
o agora
no meio disso
a bailarina sofria a espera
mas segurava a dor
porque sabia que seria valido
porque haveria o proximo momento
e eles sempre vieram
e nunca foram esquecidos
e foram perfeitos
um estupido ato
matou a perfeicao
culpa de quem assumiu
culpade quem se disse ferida
nao se sabe
simplesmente morreu
ate hoje ela sente o cheiro
o toque
mas ja se passaram tantos meses