Thursday, November 29, 2012

A bailarina e a lua

Nesta noite a lua brilha com uma estrela ao lado
A bailarina questiona tanta beleza
E a maga explica...é júpiter
Aquele enorme planeta do tamanho da lembrança que a bailarin tem do astronauta
E ela não consegue parar de olhar para a lua
A mesma que ele vê
E ao menos, nesse momento ela sente que eles compartilham do mesmo seu
A bailarina fecha os olhos e só enxerga o planeta
Dentro de sua caixa de músicas ela repete cada canção
A bailarina sabe que foi dura, pois não aguenta a melancolia de esperar quem nunca chega
E o último recado que os ventos trouxeram do astronauta a feriu como uma queda livre sem paraquedas
O astronauta contou que nada ela poderia esperar dele
E todo esse tempo ela esperou
E mesmo depois de tudo
A bailarina acredita que os céus vão uni-los ainda mais uma vez
Para ela ter a chance de mostrar ao astronauta
Que seu coração vai além de julgamentos
E a bailarina se pergunta o por quê nunca conseguiu esquece-l mesmo depois de tanto tempo
E não entende o por quê ele não quer se fazer esquecer
Mesmo depois de tudo o que já se passou entre os dois
Em encontros endesencontros inesperados e sem explicaçōes
A bailarina ainda sente a presença da ausência
Busca no céu as respostas
Não dorme ao apreciar a lua
Chora o que perdeu quando ninguém vê
E ainda acredita que os caminhos ainda vão se cruzar

Wednesday, November 07, 2012

Wish upon the skies

When there's nothing left to do
I still have a hint of hope
And dream of the impossible
Praying for a miracle to happen
And destiny to bring you as my gift
Only if for a night
Tonight I followed the sun
Flying as a phoenix
I wished for you with all my heart
Above in the sky watching the dusk
Now I'm only ashes
Waiting to reborn through your love

Saturday, November 03, 2012

Algum sentido para o sol que não para de arder

E então a bailarina começa a tentar fazer algum sentido em seu coração, de tudo o que já passou, tudo o que já fez e de tudo o que não aconteceu
Ela pela primeira vez questinou o que faz o sol arder tão forte em seu corção por uma história do passado, que não foi escrita para continuar
E acabou bem ali, no momento em que deveria ter terminado
Por que tentar algo que não faz mais sentido
Por que seu coração ainda acredita
Não há explicação
Mas ela entendeu que é hora de deixar ir
Tudo que ela poderia ter feito, ela tentou
É o momento de se libertar
Aprender a andar com o coração vazio
Deixar o astronauta lá atrás
Na memória do que existiu
E não do que poderia ter sido e nunca será
É um vazio
E o sol não para de arder
Mas o novo ensaio da bailarina é esse
Esquecer...
Sem encontros armados pelo destino
Sem mensagens aos ventos nas madrugadas inebriadas por elixires de sonhos desconexos
Sem buscar saber das aventuras do astronauta ao olhar a janela
Curar-se de uma vez por todas de toda a dor de não ter
Apagar as memórias
Recomeçar
Afinal, esse é o momento de recomeços
Ser só
Sem uma espera
Sem uma esperança
Dizer adeus