Sunday, December 23, 2012

O adeus de 2012

"And I'm damned if I do and I'm damned if I don't
So here's to drinks in the dark at the end of my road"
Dear, dear, Astronaut (essa você nunca vai saber o por quê)
Um ótimo Natal para você e um 2013 espetacular, de verdade! I'm out and off!
Timing, timing all wrong...e a gente não se 'esbarrou' mais por aí, mas é isso mesmo! Life plays tricks on all of us, we just don't understand why - as vzs a gnt quer encontrar explicações demais para o que é tão simples...but life goes on...
E te considero muitoooo!
Você foi meu 2012 for better and for worst, heaven & hell (within), uma escola pra vida - não se acha não tá, mas é isso aí! Beijos, beijos & shake it out!
E assim a bailarina deu adeus...
Ela precisa deixar tudo para trás
Não existe conto sem um fim
E até a teoria do não-amor ficou para trás
Afinal, isso tudo está dentro de cada um e o objeto desejado não tem nunca ideia do que acontece do outro lado
A bailarina apenas vislumbra um novo ano, de recomeços
Porque assim como a fênix que ilustra sua pele, a vida segue e ela sente que muitas
Surpresas a esperam enquanto saturno a abriga
Falta consultar a maga para descobrir o que vem por aí...achar o caminho...e a bailarina sabe que depois do ano que viveu livre, sendo ela mesma, o mundo está em suas mãos...e que o melhor está por vir...saturno está aí para ensinar todas as lições...
A bailarina pode até morrer, assim como a lagarta vira borboleta e o bicho-da-seda tece seu próprio fim, que é sempre
O recomeço
Para a bailarina o mundo é Wondrland!

Saturday, December 15, 2012

Bailarina seus olhos estão degringolando

Então a bailarina seguiu por toda a semana a conversar com o astronauta
Aquilo a enchia de tanta esperança
Mas então poderiam ser apenas ilusões de um coração que ama...
E em uma noite de festa na caixa de músicas com todas as bailarinas, embriagada em elixires de sonhos desconexos, a bailarina ousou escrever ao astronauta, que prontamente retornou com uma ligação no meio de uma de suas missões
Embriagada a bailarina disse tudo o que poderia dizer, aquilo tudo que guardava em seu coração
Só mensagens aos ventos, sem encontros
Pensando, pensando, depois de uma conversa com o astronauta, a bailarina achou melhor desistir, pois toda essa esperança é apenas ilusão
Se o astronauta realmente a quisesse, eles já estariam juntos
Ele simplesmente, por educação ou por algum motivo que não é amor, mas uma maneira de manter a bailarina presa a ele, retorna as mensagens dela, mas é apenas isso
E isso ficou muito claro, após a última conversa que tiveram
É tempo de deixar o passado viver o presente e esperar o que o futuro guarda
A bailarina sabe que precisa ser forte, mas não pode seguir com as mensagens, e seguir em frente
Só assim ela irá saber os reais motivos do astronauta

Sunday, December 09, 2012

Os reencontros

Então o astronauta e a bailarina se reencontraram mais uma vez onde os poetas se encontram para um pic-nic
Ela fingiu que não viu, ele veio falar como se nada havia acontecido, afinal quem falou que 'nao era um cara legal' foi ele
Ela agiu na medida das emoções e fugiu o inesperado
Passaram-se poucos dias, estava a bailarina a sair de mais um teste
Eis que surge o astronauta em seu caminho
E caminharam juntos em direção a máquina do tempo
Conversaram sobre a vida
E cada um seguiu sua direção
A bailarina queria fazer contato e enviou mensagem ao vento
Conversaram pelos ventos
E a bailarina voltou a ter esperanças de que ele surgiria em sua procura
Após uma noite ebria de elixires dos sonhos desconexos
A bailarina adormeceu sem esperanças
E acordou com recados deixados pelo astronauta no meio da noite
Ele a queria
Ela então contou aos ventos que havia adormecido
O astronauta enviou um filme de seu momento rockstar e disse que queria saber o que ela achava
E entao mais uma vez desapareceu no tempo e no espaço

Thursday, November 29, 2012

A bailarina e a lua

Nesta noite a lua brilha com uma estrela ao lado
A bailarina questiona tanta beleza
E a maga explica...é júpiter
Aquele enorme planeta do tamanho da lembrança que a bailarin tem do astronauta
E ela não consegue parar de olhar para a lua
A mesma que ele vê
E ao menos, nesse momento ela sente que eles compartilham do mesmo seu
A bailarina fecha os olhos e só enxerga o planeta
Dentro de sua caixa de músicas ela repete cada canção
A bailarina sabe que foi dura, pois não aguenta a melancolia de esperar quem nunca chega
E o último recado que os ventos trouxeram do astronauta a feriu como uma queda livre sem paraquedas
O astronauta contou que nada ela poderia esperar dele
E todo esse tempo ela esperou
E mesmo depois de tudo
A bailarina acredita que os céus vão uni-los ainda mais uma vez
Para ela ter a chance de mostrar ao astronauta
Que seu coração vai além de julgamentos
E a bailarina se pergunta o por quê nunca conseguiu esquece-l mesmo depois de tanto tempo
E não entende o por quê ele não quer se fazer esquecer
Mesmo depois de tudo o que já se passou entre os dois
Em encontros endesencontros inesperados e sem explicaçōes
A bailarina ainda sente a presença da ausência
Busca no céu as respostas
Não dorme ao apreciar a lua
Chora o que perdeu quando ninguém vê
E ainda acredita que os caminhos ainda vão se cruzar

Wednesday, November 07, 2012

Wish upon the skies

When there's nothing left to do
I still have a hint of hope
And dream of the impossible
Praying for a miracle to happen
And destiny to bring you as my gift
Only if for a night
Tonight I followed the sun
Flying as a phoenix
I wished for you with all my heart
Above in the sky watching the dusk
Now I'm only ashes
Waiting to reborn through your love

Saturday, November 03, 2012

Algum sentido para o sol que não para de arder

E então a bailarina começa a tentar fazer algum sentido em seu coração, de tudo o que já passou, tudo o que já fez e de tudo o que não aconteceu
Ela pela primeira vez questinou o que faz o sol arder tão forte em seu corção por uma história do passado, que não foi escrita para continuar
E acabou bem ali, no momento em que deveria ter terminado
Por que tentar algo que não faz mais sentido
Por que seu coração ainda acredita
Não há explicação
Mas ela entendeu que é hora de deixar ir
Tudo que ela poderia ter feito, ela tentou
É o momento de se libertar
Aprender a andar com o coração vazio
Deixar o astronauta lá atrás
Na memória do que existiu
E não do que poderia ter sido e nunca será
É um vazio
E o sol não para de arder
Mas o novo ensaio da bailarina é esse
Esquecer...
Sem encontros armados pelo destino
Sem mensagens aos ventos nas madrugadas inebriadas por elixires de sonhos desconexos
Sem buscar saber das aventuras do astronauta ao olhar a janela
Curar-se de uma vez por todas de toda a dor de não ter
Apagar as memórias
Recomeçar
Afinal, esse é o momento de recomeços
Ser só
Sem uma espera
Sem uma esperança
Dizer adeus

Monday, October 29, 2012

Há Momentos - Clarice Lispector




Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.

Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.

O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções do passado.

A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre.
Clarice Lispector

O reencontro

A bailarina em um dia tão certa
De descansar da vida e dos afazeres
Afinal, sao muitas dancas e espetaculos
Encontrou-se em um dia em praça pública com seu querido astronauta
Depois de tanto tempo não sabia o que fazer
E sorriu
Esse sorriso se transformou em um conversa
Superficialmente, astronauta e bailarina resumiram suas vidas
O que aconteceu no meio disso tudo
Nao vinha ao caso
O astronauta viu a bailarina com olhar de criança
E não adianta explicar a ninguém o que acontece
Ela sentiu
Como se tudo tivesse voltado
Ela pediu, quase implorou
O astronauta disse que acreditava que a bailarina nao mais queria saber dele
Entre tantos "sei la"
Ele mostrou que dois coracoes batem no mesmo ritmo
Talvez em tempo diferentes
Ele ate hoje nao entendeu que a bailarina é dele e so dele, apesar de todos os soldados de chumbo
Que a ajudam a abstrair o que o coracao grita
E quando o caminho segue
E a bailarina se sente vazia
Quando o sol nao mais arde em seu coracao pelo astronauta
Eis que no meio do caminho ele surge
E tudo volta ao que era antes
Nem mesmo a bailarina entende
E o encontro foi tao cheio de carinho e atencao
Que O sol arde mais forte
Quando ja edtava morrendo
O astronauta é perspicaz
Ele joga com a bailarina um jogo de ilusao
Ela acredita em cada palavra
No fim, é sempre tudo um sonho
Au revoir, mon cher astronaut
Eager each and every day that you won't be a part of my soul anymore
I hope someday, and hope this will be soon, that you won't mean to me that much anymore
Till then
I just reassured how much i love you
And just the sight of you
Made my world upside down
Please don't forget me
We have a story to continue
Trust me
Love
Ballerina
Isso foi tudo o que ela queria dizer a ele
Mas o encontro foi breve
E como sempre
Encontra-lo era quase um momento fora do corpo
Sem reacao
Palavras aleatorias
Nao ha logica
So a presenca basta
Inespicavelmente o destino os une
Mais sem razao ainda e a bailarina e o astronauta nao serem uma historia unica
O astronauta é um enigma
Ele acredita que ela nao mais o que
Mas tambem
Nao demonstra em atitudes o querer

Thursday, October 18, 2012

o que passa dentro da bailarina

e entao a bailarina lembra de tudo que passou
tudo que viveu
tudo que nao foi
E ela lembra também
daquilo tudo o que ela viveu
e de que tudo o que passou é o que ela é hoje
hoje ela é o brilho da lua
hoje ela é a menina do anel de lua e estrela
hoje ela é o Duran Duran
ela é o REM
ela é o Tears for Fears
ela é o The Verve
ela é o Chemical Brothers
ela é Bjork
ela é...Cramberries
ela é tudo o que já viu
e ouviu
porque a bailarina é quase uma esponja
mas nao é uma esponja qualquer
ela sobreviveu
ela encontrou o melhor em cada um
o melhor de cada um
para seguir
para viver
e ela encontrou
o melhor de cada um
para ser o melhor
e a bailarina sabe
que ela foi cria de muitos
e ela teve um mundo ao seu redor
e ela ouviu tudo o que podia ouvir
dancou tudo o que podia dancar
e toda a pressa que ela tinha quando era crianca
aquela pressa de ser gente grande
deu tudo errado
ela queria tanto ser gente grande
ela queria tanto crescer
e ela teve que crescer tao rapido
quanto a idade
e hoje a bailarina
vive a vida e o que ela mais viver
mas a salvaguarda
porque hoje a bailarina sobrevive
e ela sabe viver
e ela sabe sobreviver a qualquer momento
ela se perverteu
e ela brincou e ela pulou
e ate hoje ela brinca e ela pula
e ela da piruetas
piruetas ao longo do palco
mas ela sabe
que nao existe culpa
qur todo mundo é humano
que a vida leva
e a vida também traz
e que a vida é muito curta
a vida é curta
assim como os passos de gente pequena
como a bailarina
que tem passos curtos e andares rapidos
porque ela tem pressa
ela tem pressa de viver
ela tem pressa de viver o que, aquilo, quem ainda ela nao viveu
e ela sabe que por mais longo que seja o tempo
o tempo também é curto
e a vida ;e muito mais que
cada segundo pode contar e cada tempo pode dizer
ela sofre das memorias
ela sofre do tempo
o tempo cura
mas o tempo traz lembrancas
e o tempo faz doer
a bailarina vive
vive aquilo que ela nunca sonhou viver
e ela sconsegue aproveitar qualquer e cada momento
porque o amanha
quem diz q o amanha vai existir
o amanha
os medos
a morte
cada momento
o hoje
o ontem
nao valem de nada
vale abrir os olhos e ter a certeza
de fazer certo onde eu fiz
por mais que ela se sinta culpada
a bailarina incerta
bailarina errante
por cada esquina perdida
por cada rumor levado
a bailarina sabe q o certo é vivr
e tentar
ate onde nao pode mais
a gente tenta
pq é melhor tentar do que pensar
por que eu nao fiz?
por que eu nao tentei?
e a bailarina rodopia
rodopia entre erros e erros e erros e erros
tentando entender o por que ela nao acertou
o dia que ela encontrou o astronauta
o astronauta aquele
que fez sua vida enxergar o universo
e o mundo
e que sumiu
como um astronauta no espaco
e por quem ate hoje ela sofre
de nao ter dito as palavras certas
no momento certo
na hora certa
porque a bailarina podia ter dito tudo certo
e ate hoje podia estar tudo vivendo
mas tambem
a bailarina nao podia influenciar em nada disso
e nada disso era verdade
nem se aceitar uma mentira
hoje ela vive em seu lugar
com a esperanca de um sonho que nao existe mais
e que na verdade nao é esperanca
é uma tentativa de achar que existe
uma outra historia
mas nos dias de hoje as historias sao muito superficiais
as historias sao sonhos
nao existem principes,
nao existem princesas
nao existem bailarinas
nem astronautas
existe pele
existe carne
existe o hoje
existe o agora
existe o prazer imediato
de algo que nunca vai durar
existe o prazer imediato
de algo que sacia meia fome
meia fome do que o astronauta e a bailrina poderiam ser
a bailarina sente falta das maarcas no corpo
a bailarina sente falta do sono schhhhh que tinha barulho
ele nao era silencioso
a bailarina sente falta
de um dia ter levado um beijo na testa
e enrolada com frio
de ser coberta
ser abraçada
e ser cuidada
a bailarina sente falta
do amor que um dia a chamou para o seu lado
mesmo nao se conhecendo
a bailarina nao entende o por que que o astronauta
la longe no espaco
nao lembra dela
nao entende que o astronauta
 nao se apega
nao entende porque por tanto tempo
o astronauta so conseguia lembrar da bailarina
ela nao entende o por que
que um dia a bailarina disse
tudo o que o coracao mandava
e o astronauta sumiu
ela so quer viver
tudo o que precisa viver
e tentar ser muito mais feliz

Wednesday, October 03, 2012

Eternal sunshine of the spotless mind

Carrego em mim a melancolia, mesmo nos maiores momentos de felicidade, pois sei que esses virão nostalgia melancolica da vontade de reviver tudo aquilo que valeu a pena
Os resquicios as vezes parecem mais fortes ate do que de fato foi vivido
Mesmo querendo apagar lembrancas e especialmente quando tentamos apaga-las, elas permanecem indeleveis
Nada morre
Nao existe morte
Enquanto ha lembrancas
Memoria
Registros de uma vida
Nada como encontrar um raio de sol em uma dia frio de inverno
Toda historia sempre continua em recomecos
Nao ha fim
Apenas hiatos
E as fases da lua e o sol como testemunha
A vida segue em novos enredos
Cada dia um capitulo
Que remete ao capitulo anterior
Um infinito de sensacoes
Que se passam em 24 horas
Irradiado por um desejo unico

Monday, September 24, 2012

pot pourri da bailarina


astronautas são de mármore...
...só a bailarina que não tem...
...Boia no céu imensa e amarela
Tão redonda a lua
Como flutuaVem navegando o azul do firmamentoE no silêncio lentoUm trovador, cheio de estrelas...ApaixonadoUm aprendiz do teu amorAcorda amorQue eu sei que embaixo desta neve mora um coração ...
O teu desejo é sempre o meu desejoVem, me exorcizaDá-me tua bocaE a rosa loucaVem me dar um beijoE um raio de solNos teus cabelosComo um brilhante que partindo a luzExplode em sete coresRevelando então os sete mil amoresQue eu guardei somente pra te dar ...
Aí, diz quantos desastres tem na minha mãoDiz se é perigoso a gente ser felizSerá que é mentiraSerá que é comédiaSerá que é divinaA vida da atrizSe ela um dia despencar do céuE se os pagantes exigirem bisE se o arcanjo passar o chapéuE se eu pudesse entrar na sua vida


... Eu sou apenas um pobre amador
... Me dá tua mão
....Se ela dança no sétimo céu
Se ela acredita que é outro país
E se ela só decora o seu papel
Se ela mora num arranha-céu
E se as paredes são feitas de giz
E se ela chora num quarto de hotel
Me ensina a não andar com os pés no chão
Para sempre é sempre por um triz

Será que é uma estrela
...

Am I right side up or upside down And is this real or am I dreaming

Sitting smoking feeling high
And in this moment it feels so right

As vezes realmente acredito que vivo de cabeça para baixo, muito ao contrário de toda a realidade que me envolve
Parece tudo tão certo e eu sempre pareço buscar o contrário do que é socialmente e politicamente correto
não porque quero provar nada para ninguém, apenas porque o que todo mundo acha que é o outro lado é o certo para mim
como cartas do baralho
tudo tem os dois lados
e estou sempre de cabeça para baixo
parece-me o mais correto
apesar de no fundo querer o que todos buscam
a mesma caretice tradicional do
"then they lived happly ever after"
eu sei que não existem finais felizes
sim, quero o protocolo
mas até o protocolo eu busco de cabeça para baixo
nada faz sentindo se não há o calor do momento
se não há a paixão da vida
e, sinceramente, por mais que boa parte do mundo não entenda
meu coração, minha cabeça, meu corpo não sossegam
quero tirar da vida cada milésimo
sinto meu fim próximo, não sei porque
mas esse é o momento
por que não viver?
cada dia, cada pessoa que passa, cada lugar
tudo vale
e valeu à pena até agora
então porque questionar se fiz algo errado
não
não fiz
nada foi errado
até o que doeu valeu cada miésimo para entender o que vivi
e que estou viva
e tudo aquilo que não vale à pena esquecer
e manter na lembrança eternamente
como um dos melhores momentos da vida
os amores inesquecíveis
aqueles que deixam rastros
são sempre válidos
e significam que você foi muito, mas muito feliz
cada momento que viveu ao lado daquela pessoa
e talvez seja isso
se fosse mais que isso
estragaria
e não ia ser tão repleto, pleno e catártico
além disso seria rotina, vida comum
amores especiais
vão
e nunca mais voltam
assim
dessa maneira
para tornar a vida repleta e mais emocionante
e dessa maneira, um dia, ouvi de uma bailarina
ao falar de um amor que viveu com um astronauta
e que nunca morreu
mas que se fez lembrança presente, quase eterna em seu coração
astronautas são de mármore

Sunday, September 16, 2012

Sobre a distância entre o planeta e a caixa de músicas

Os dias e os meses passaram
Hoje a bailarina se sente muito melhor consigo mesma
Estando só
Sem solidão
Mas ainda lamenta o astronauta não estar ao seu lado
E sente saudade de tudo aquilo que ficou por ser vivido
E como se vivessem em dois
Mundos diferentes
Apesar de tão próximos
Seus caminhos nunca mais se cruzaram
E o coração da bailarina nunca mais foi o mesmo
A bailarina não é mais a mesma

o dia em que a bailarina e o asronauta dividiram o mesmo mar

E então o astronauta era só uma lembrança de algo que nem a bailarina entendia bem...porque não existia...e se foi, como se naquele dia tudo havia ficado muito claro...não existem planetas, muito menos caixas de músicas, nem astronauta, nem bailarina...não, nada nunca existiu...devaneios de elixires de sonhos desconexos...adeus rockstar, hoje a bailarina percebeu...era o mito...uma fábula
Moral da história: nem sempre sonhos se tornam realidade
Adeus!
Faço-me livre a partir de hoje
Coração aberto!
Entendeu a bailarina
após uma noite inteira ao lado do astronauta
sem ve-lo
sem poder falar
sem poder toca-lo
e o astronauta ao lado de outra dancarina
pretendia que nao conhecia a bailarina
e que a historia deles nunca existiu
eram dois estranhos no planeta terra
numa mesma conjuncao estelar
naquele momento
nada explica o por que se cruzaram
mas foi ali
e se encontraram
nao havia troca de olhares,
nem palavras
agiam como dois estranhos
afinal, estranhos eram
e hoje continuaram sendo
a bailarina realizou 
que projetava no astronauta
mais do que ele realmente era
mas também descobriu que o amava
mesmo sem saber dele
pois ali ela se despiu
tentou ser forte
ignorar
e em nenhum momento esqueceu
por mais que quisesse agir como se tudo tivesse ficado no passado
no coracao e no corpo da bailarina
era como se nunca tivesse morrido
e agora ela tenta entender
tudo aquilo que aconteceu nessa noite
sem luar como testemunha
ele sabia da presenca 
assim com ela
e se ignoravam
como dois desconhecidos
ele partiiu com a outra dancarina
essa foi quem ele escolheu
a bailarina lamenta
queria ter sido ela
em todo o momento
mas também sabe
que o astronauta está em busca
pois a cada vez que se cruzam
sao dancarinas diferentes
quando podia, na verdade, ser só ela
afinal, a história é sobre um astronauta e uma bailarina
e deveria ter um final feliz
mas ninguem sabe sobre os coracoes
cada historia segue um caminho diferente
e a bailarina entende tudo isso
e acredita que um dia
o astronauta sera apenas lembranca distante

Sunday, September 09, 2012

A bailarina vive o hoje

ela quer a cada dia esquecer o astronauta, ah, mas como é difícil
a vida segue e a bailarina ensaia outros passos
outras coreografias
outros ensaios
o espetáculo é outro
o astronauta
assim como Major Tom
perdeu contato
o espaço é assim
lá de cima tudo é diferente
mas aqui embaixo
onde a bailarina dança e roda e faz suas piruetas a história é outra
o astronauta se foi
para sempre
e ela busca soldados de chumbo
porque queria esquecer
mas tudo passou tao rapido
hoje a bailarina busca a propria danca
seu solo
dentro do espetáculo ela tem aquele momento que é so dela
o solo é arduo
mas tao gratificante quanto o dueto
e as outras bailarinas a levam ao elixir dos sonhos desconexos
assim como ela
entre quatro paredes faz por si so
e hoje ela foge dos holofotes e da multidao
que confude a cabeca
a musica dita o ritmo dos pes e do coracao da bailarina
e nao ha necessidade de astronauta, muito menos de soldados de chumbo
ela ensaia solo
seu espetaculo solo
no qual toda a plateia se volta e aplaude apenas a ela
e numa noite inebriada de elixires de sonhos desconexos
desajuizada, fora de seu proprio controle
ela faz seu ultimo pedido ao astronauta
que obviamente mantem seu silencio distante
de quem nao busca encontros
porque nao ha a falta
muito menos saudades
o universo é imenso
muito mais do que uma caixa de músicas
no meio do caminho a bailarina nunca perdeu sua colecao de soldados de chumbo
entre eles existiu um lindo soldado que a fazia sorrir a cada momento em que se fazia lembrar
e ela foi cruel
cortou sua cabeça como a rainha de copas
ela nao queria viver outra historia como a do astronauta
e esse soldado de chumbo saiu do caminho de dor da bailarina
mas existia um desconhecido
pelo qual a bailarina tomou como soldado de chumbo
mas ele era mais que isso
ele era um anjo caído na terra, sem asas, perdido no mundo, na arte, que acredita
esse anjo sempre se fez presente
e a bailarina ria
e ele prometia
como um anjo decara suja
e ele promete a ela coisas que nem o ceu nem a terra podem compreender
a bailarina ve no anjo uma resposta
mas ele so entrega promessas
nunca realizadas
e ela se deixa levar nessa danca
afinal, no unico encontro que a bailarina teve com o anjo tudo foi unico
de uma maneira que nem o astrounauta pode entregar
o anjo se faz presente a cada dia
mas como um anjo nunca aparece
e promete sonhos nunca alcancaveis
e a bailarina se encanta
e espera
ela espera nesse anjo
encontrar as respostas
que o astronauta nunca foi capaz de entregar
ele promete
enquanto isso ela espera
mas a bailarina sempre diz ao anjo
que ele esta disfarcado de pecado
ele gosta
e continua
e ela espera
essa coreografia
se um dia acontecer
sera unica

Thursday, September 06, 2012

uma bailarina sem pontas

e entao ela perde o equilibrio de tudo
e a gravidade perde sentido em cada passo
a bailarina encontra uma amiga chamada anastasia
elas vivem a mesma historia
a diferenca e que a bailarina se acha astuta
e perde o astronauta por entre a noite

a bailarina nao sabe de nada

A bailarina aprendeu, por muito se esforcar
que ela nao sabe de nada
e levou tropecos
sofre

a bailarina em luto

As trilhas sonoras são apenas incentivos para o imaginário
a dor é tão maior quanto qualquer nota que a maior voz possa ressoar
os sonhos são em vão
cada vez mais em vão
as oportunidades são escassas
mas são aquilo que realmente você não busca
o que arde é inexplicável
a busca pelo astronauta e pela bailarina
é quase uma certeza de que nunca vai acontecer novamente
a bailarina é quase satisfeita e feliz por ter vivido isso
mesmo que não tenha realizado
valeu cada segundo
não foi vanilla
foi christian e anastasia do inicio ao fim
mas morreu
e talvez para ser perfeito como foi
deveria ter morrido como morreu
a cada dia ela sofre cada lembranca
fazem meses e ela nao esquece
e mesmo sabendo que acabou ela espera
porque la dentro
ela quer mais
e por mais que tantos soldados de chumbo passem
ninguem sabe satisfaze-la como o astronauta
ela esqueceu o que é amar
ela esqueceu o que é acostumar
nada mais basta
o astronauta se foi
para outros planetas
outas aventuras
mas permanece vivo na pele da bailarina
como se fosse ontem
Ela como se ela so soubesse o astronauta
e antes dele nao houvesse nada
ele como um cometa, uma estrela cadente
passou e se foi
e ela permanece com a presença da ausência
a lembrança de algo inalcansável
o prazer destemido de duas pessoas
que nao se sabiam
apenas se aventuravam
e nao havia problemas
preocupacoes
so o aqui
o agora
no meio disso
a bailarina sofria a espera
mas segurava a dor
porque sabia que seria valido
porque haveria o proximo momento
e eles sempre vieram
e nunca foram esquecidos
e foram perfeitos
um estupido ato
matou a perfeicao
culpa de quem assumiu
culpade quem se disse ferida
nao se sabe
simplesmente morreu
ate hoje ela sente o cheiro
o toque
mas ja se passaram tantos meses

Friday, August 24, 2012

Such little mistakes could ruin it all

I lost you when I found I was too lost on myself
To realize that some chances are made for you to give up
When you are not ready to face reality
You show me your way
I got lost in pride
And i tried in vain
You could't take it neither could i
I was there letting it go
You call me
I fled
Now time passed us by
And is too late
Although in my heart you still resides

Subindo a escada rolante e vendo o sol brilhar na manhã

Eu hoje aprendi a aceitar as pessoas como são e comviver com elas entendendo que cada um tem seus limites e limitacoes
Nao sei se isso me faz uma pessoa melhor
Porem me sinto mais compreensivel
Ainda que nao compreendida
Afinal, somos humanos
Nao ha o que se esperar
A nao ser compreender o que ha
Nao esperar o que esta por vir
Ou remoer o que nao devia ou que foi em demasiado
Basta apenas compreender-me
Enquanto espero compreendo aos demais
E sinto e vivo cada pedaco de mim
Compreender os outros me ajuda a me conhecer
E a mim nao ha duvida
Mas sinto q em volta ninguem entende ao certo
Mas sou assim
Desprendo-me
A cada angustia
Uma superacao
Melancolia e sinal de vida
Nostalgia sinal de que ja vivi
Ah e como essas vida me carrega
Nesses tao poucos mas vividos anos
O cliche da montanha russa de emocoes
Mas assim me encontro
E ja entendi
Aceito
Ah, nao ha nada melhor nessa vida do que sentir
O que quer que seja
Do vento que toca o rosto na manhã ensolarada
Ao desespero de um coração perdido, despedaçado
E existe algum outro motivo na
Vida?
São os momentos mais pueris que valorizo
Mas ninguem sabe disso
Nao vale a pena explicar
Se o resto do mundo nao sabe sentir

Epidemia do não-amor: o grito silencioso

Quero falar o que arde em mim, mas não há quem ouça
Então escrevo palavras jogadas ao vento, como chuvas em fim de tarde de verão
Sossego e me acalento em apenas transcrever as palavras do coração
Que oscila entre a fragilidade e a dureza
Às vezes repleto de esperanças, mas em sua maior parte só desilusão
Toda essa angustia
Essa pequena rotina insignificante
São sintomas da epidemia do não-amor
E é assim que um se infecta e perde completamente o sentir

Wednesday, August 22, 2012

quando a bailarina chora


The sea it swells like a sore head
And the night it is aching
Two lovers lie with no sheets on their bed
And the day it is breaking
On rainy days we'd go swimming out
On rainy days swimming in the sound
On rainy days we'd go swimming out

You're in my mind all of the time
I know that's not enough
If the sky can crack
There must be someway back
For love and only love

Electrical Storm(2X)
Baby, don't cry

Car alarm won't let you back to sleep
You're kept awake dreaming someone elses dream
Coffee is cold but it'll get you through
Compromise that's nothing new to you
Let's see colours that have never been seen
Let's go to places no one else has been

You're in my mind all of the time
I know that's not enough
If the sky can crack
There must be someway back
To love and only love
Electrical storm (3X)
Baby, don't cry!

It's hot as hell, honey, in this room
Sure hope the weather will break soon
The air is heavy, heavy as a truck
We need the rain to wash away our bad luck

Well if the sky can crack
There must be some way back
To love and only love
Electrical storm (3X)
Baby, don't cry! (4X)
http://www.youtube.com/watch?v=K0adFYuNuns

a epidemia do nao-amor: e os tons de cinza

e vc escolhe alguem que nao entende nem metade do que voce deseja
e voce se entrega
deveria ser a cegueira do nao-amor
e tudo e testado ao ponto maximo do prazzer
e voce nao nao acredita em nada
mesmo que queira
nada vale nesse jogo
so o aqui e o agora
mas nesse momento
que nada significa
voce pensa puro prazer e deseja
nao desista
nao va
nao me deixe ir
tudo em tons de cinza
o prazer completa
mas o chao em meus pes estremecem
e sao vazios
porque a busca pelo amor deixam os chaos estremecerem
quem se importa
o prazer e o aqui e o agora
nao existe o amor
e voce salta
buscando libertar-se de qualquer sentimento que prenda seu coracao
afnal e muito mas facil se desapegar
do que amar
do qe te salvar
do reunir dois mundos
nao temos mais lar nesse mundo
so a gravidade me prende ao chao
e a epidemia do nao-amor faz tudo ficar sem sentido, sem peso
sem som, ssem cor
o alvorecer perde o sentido
afinal nao ha amor
so ha o hoje
nao existe mais o amanha
qual a diferenca
e se voce encobertar todos os sentimentos
tao fortes, tao, brilhantes, tao bonitos
isso faz parte da epidemia do nao-amor
voce nao pode se entregar
nunca diga o que sente
porque voce nao sera correspondido
entao morra sufocado no que sente
porque o mundo pede que voce engula os sentimentos
nada, nada mesmo pode ser compartilhado...é como um crime
a epidemia do nao-amor
é o socialmente nao sentir
e assim ser feliz
à aqueles que vivem o sentir
so resta o exterminio
- nao sinta - eles dizem
- nao vale a pena -
afinal na sociedade em que a epidemia e o nao-amor
so nos resta `nao sofrer` o nao amor
e assim vivemos
como se nao existisse um inconsciente que vai alem da logica
e os satélites do amor todos vieram por terra
nao captam mais nenhum sentimento valido
sao intereses mutuos q se tornam um amor amigo enxuto
....
mas cade o amor que vem quente e apaixonante?
a epidemia tomou com desilusao
por esta tudo caindo
todas as certezas
nao existem mais compromissos
ou verdades
a omissao virou mestre da verdade
a mentira e mais facil que a dor
e os apaixonados continuam restejando o impossivel
porque todas as verdades caem por água abaixo
nao existe apego
carinho
nao ha mais aconchego
apenas o mundo aos seus pes
entregando as mentiras
os desejos reprimidos que poderiam ser supridos
mas na epidemia do nao-amor
a omissao prevalce
a mentira reina
as bailarinas, experientes....so querem liberdade, sinceridade e surpresas...muitas surpresas...sem televisao
sem compreensao
so o aqui, o hoje, o agora, o voce e mais nada...
mas para mim voce morreu
entao nao ha mais nada
e toda a paixao se foi com a dor do nunca mais
de alguem que só sabe o nao-amor

Tuesday, August 21, 2012

Teoria do não-amor 6

o que seriam dos sexos opostos, ou mesmo dos sexos semelhantes, se não fosse a atração
Ela te pega pelo pescoco e te degola como um tiradentes pagando pela culpa de uma sociedade
meu bem, nao importa, quando a quimica exala, é impressionante
e a partir dai descobri
deve haver alguma explicacao fisica ou quimica para o encontro de duas pessoas
porque, sim, existem choques quando de fato acontecem
a paixao, ou limerancia, mas claro, nunca é amor em um mundo que vive a epidemia do nao-amor
existe a conexao
e é aí que tudo comeca a fortalecer a epidemia
vamos fugir da conexao para que nunca haja o amor
tao simples
tao duro
tao robotico
ciberneticamente levamos algo que foi muito bom,
mas que nao significou nada,
ao status do `nao vale a pena seguir em frente`
por que tentar, se  a vida e cheia de tentativas
meninos sao meninos em seus 15, 24, ou 35, quisá nos 40
mas viemos nós, mulheres difíceis e complicadas em nossos 15, 27, 35, quisa 40 - pq os 24 dos homens sao os 27 das mulheres
e eles sempre se sentirao perfeitos
mesmo cansados
e a culpa sera sempre do alcool
mas as besteiras
quando duram
sempre levam a algo mais
que nao significam
nada menos ainda
e entao comeca mais um ciclo da teoria do nao-amor
nao existem cavalos chegando a galopes
nao corra rapido para ninguem
eles nunca vao chegar
nao acenda seu cigarrro
nao olhe nos olhos dele
porque como uma sabia banda musical ja me contou:
meninas não sabem o que meninos sentem, por mais que virem a mente deles de cabeca para baico...nos nunca saberemos como realmente eles se sentem
em contrapartida, meninas se preocupam tanto com o como aparentam, com o como agem e se comportam...mas no fim, eles simplesmente nao se importam....so querem curtir o q ha
don't worry abaout waht you do, they simple don't care about how you feel
who gives a damn
i want to be free
baby you heard me
e todos os romances desconexos, assim como os elixires
nao fazem nenhum sentido, apesar de carregarem muitos significados
i want to be free
baby you heart me
a epidemia do nao-amor corta todos os sonhos e esperanças
o nao-amor e viver dormente ao coracao e prezar o fisiologismo
afinal, para que pensar se podemos beber agua
se podemos suprir nossas necessidades basicas sem pprecisar sentir
a musica que toca remete a um romance
a um momento de amor
e voce quer viver como um conto de fadas que nao existe
mas a realidade e tao diferente
a epidemia do nao-amor cortou qualque sentimento, e o pior, qualquer encantameno que alguem poderia ter
é sem sentido
é corroborativo
corta como um punhal
nao somos brancas de neve esperando um principe para fazer o coracao bater
mas a epidemia do nao-amor tomou conta do mundo e amar é pior do que qualquer doença venerea, que as pessoas acham que ha cura...mas para o amor nao há
nao e incrivel
existem curas para as doencas mais absurdas menos o amor...
e dai a epidemia do nao-amor de alastra a cada segundo, cada minuto, cada hora....
o amor acabou
e foi uma epidemia
....
agora ja era
basta seguir a vida
esperar o tempo passar
viver o presente
ate a vida acabar

planos, sim, eles, planos
contribuiram para a epidemia do nao-amor
pois sao tao deterministas que nunca deixaram os sentimentos se levar

de que basta seguir o caminhho obvio e basico da sociedade
se voce nao encontrra de fato o que completa

quebra cabecas so se completam no jogo certo

e a teoria do nao-amor teima em nao encontrar o jogo certo

Teoria do nao-amor 5 - a limerancia

a teoria do nao-amor nao é so a fuga do nao amar, mas também está preso na limerância.
Aqui defino:
"Limerence (ou limerância) é um estado cognitivo e emocional involuntário, no qual uma pessoa sente um intenso desejo romântico para com outra pessoa (limerent object). O termo foi cunhado em 1977 pela psicóloga norte-americana Dorothy Tennov.
O termo seria o equivalente na linguagem cotidiana ao "ter uma queda por alguém", embora Limerence possa durar meses, anos, ou até mesmo pelo resto da vida.
Usado para diferenciar do sentimento de amor.[1] Sua definição é semelhante a de paixão.
Pode variar de intensa alegria ou desespero extremo, dependendo da reciprocidade do objeto de Limerence (limerent object). Seus traços chaves o pensamento obsessivo sobre o objeto de limerence, a avaliação bastante positiva de seus atributos, dependência emocional e desejo por reciprocidade.
O conceito de limerância foi originado na pesquisa de Dorothy Tennov nos anos 60. Entrevistando mais de 500 pessoas dentro do assunto amor. O termo foi cunhado em 1977, publicado no livro "Love and Limerence: The Experience of Being in Love" no ano de 1979. Ela se propõe a estudar mais a fundo as características desse estado e as diferenças culturais entre eles.
Socialmente tem efeitos mais dramáticos no casamento e no suicídio romântico. Varia pouco de acordo com gênero, raça, idade, classe social porém tem diferenças significativas dependendo da cultura."

Wednesday, August 15, 2012

afirmcoes roubadas e certeiras

"com os amigos que tenho e com a sede que sou, se saio, qualquer controle sobre a noite, é remoto"

"Repito: a vida em sociedade é uma grande piada."

A ironia da coisa sao duas pessoas diferentes publicarem, quase uma sequencia logica de pensamentos, sem querer, sem nem ao menos se conhecerem.

epidemia do nao-amor 4

e eis que filosofos da antiguidade ja discorriam sobre o tema


"O principal defeito da vida é ela estar sempre por completar, haver sempre algo a prolongar. Quem, todavia, quotidianamente der à própria vida "os últimos retoques" nunca se queixará de falta de tempo; em contrapartida, é da falta de tempo que provém o temor e o desejo do futuro, o que só serve para corroer a alma. Não há mais miserável situação do que vir a esta vida sem se saber qual o rumo a seguir nela; o espírito inquieto debate-se com o inelutável receio de saber quanto e como ainda nos resta para viver. Qual o modo de escapar a uma tal ansiedade? Há um apenas: que a nossa vida não se projecte para o futuro, mas se concentre em si mesma. Só sente ansiedade pelo futuro aquele cujo presente é vazio. Quando eu tiver pago tudo quanto devo a mim mesmo, quando o meu espírito, em perfeito equilíbrio, souber que me é indiferente viver um dia ou viver um século, então poderei olhar sobranceiramente todos os dias, todos os acontecimentos que me sobrevierem e pensar sorridentemente na longa passagem do tempo! Que espécie de perturbação nos poderá causar a variedade e instabilidade da vida humana se nós estivermos firmes perante a instabilidade? Apressa-te a viver, caro Lucílio, imagina que cada dia é uma vida completa. Quem formou assim o seu carácter, quem quotidianamente viveu uma vida completa, pode gozar de segurança; para quem vive de esperanças, pelo contrário, mesmo o dia seguinte lhe escapa, e depois vem a avidez de viver e o medo de morrer, medo desgraçado, e que mais não faz do que desgraçar tudo". Séneca, in 'Cartas a Lucílio'
 

Epidemia do não-amor 3

Mensagens aos comentários de um programa de TV, e essa é a sociedade so século 21, deixaremos muitos relatos:
é o que a classe C gosta é o que a Globo foca, é o que os anunciantes precisam, é o que o povo quer ver....o dinheiro roda na mediocridade
mr catra ou universal, antagonismos, paradoxos...mas é o que vende...é o que a grande maioria gosta...nada é por acaso!
mais uma afirmativa à epidemia do nao-amor
nada nos acomete mais
melhor desligar a TV e ouvir Rock 'n Roll

a epidemia do nao-amor

E todas essas drogas licitas ou ilicitas só amenizam a dor da doença que acomete o mundo: o nao-amor
hoje vc encontra alguem satisfaz todas as suas necessidades basicas e o mundo esta tao disponivel, que as pessoas se questionam se ha realmente a necessidade de se envolver e viver um amor.
Por mais que tudo se conecte, será que esse é realmente o amor certo?
Essa é a pergunta de todos os seres humanos
e nessa busca eles seguem encontrando e desencontrando, na busca pelo verdadeiro amor, procurando aquele que supostamente seria o perfeito e mais correto, mas aquele que se vive nunca é o amor certo...deve existir algo mais que isso
e a busca segue
mas nao e pelo verdadeiro amor, a busca está dentro daquilo que cada um imagina o que seria o amor verdadeiro, o correto...
viver intensamente virou a meta de muitos de nós, seres humanos, e nessa jornada, o não-amor se instalou
nada é bom o suficiente e o pior, quando é bom demais há de se suspeitar
algo nao conecta, alguma coisa nao está certa
Ante tantas falicidades
o por quê sofrer de decepcao, se o mais facil é o não-amor
E ele se alastra
envolvimentos superficiais
a conquista e o desapego sao tao mais faceis quanto o viver intensamente um romance, daqueles perfeitos, quase de livros clássicos ou best sellers
e muitos, devo admitir, por experiência própria ou por relatos testemunhados
se acabam pela epidemia do nao-amor
o nao-amor é tão covarde quanto uma tentativa de suicidio
o nao-amor é latente em uma sociedade depressiva, angustiada, melancolica, por obter aquilo que é tudo tão possível e alcançável, que é tão mais fácil deixar para tras e correr atrás de tudo aquilo que é mais difícil...o não se contentar
Por que sossegar a um "caso", casual, tão perfeito, que poderia ser um romance, e dali se transformar em amor, se a oferta é tão intensa é há tantos outros amores possíveis a desvendar?
E é na busca do amor verdadeiro, genuíno, perfeito, ídilico, utópico, que surgiu a grande epidemia que acomete esta geração: o não-amor!

A epidemia do nao amor

E então o mundo acometeu-se de uma catastrofe
As pessoas tinham todos os sentidos e sentiam
A vida seguia como sempre foi
Todas as guerras, todas as doenças, todos os acontecimentos naturais
E aquela eterna sensaçao de que o fim do mundo estar por vir
Seja hoje, amanha ou daqui a cen anos
Estamos caminhando ao desgaste
E de todas as preocupacoes mundanas
De todos aqueles que vivem
E dormem e acordam
Sem saber ao bem certo porque
E trabalham, investem em estudos
E em suas carreiras
E agem corretamente
Porque o politicamente correto e quase uma religiao
Ou ate aqueles que acreditam
Que existe uma salvacao atraves de crencas
Estao todos vulneraveis a maior epidemia que ja acometeu a terra
Mais que tissunamis, cancer, aids
No seculo 21 o que nos acomete é a epidemia do nao-amor
E essa epidemia vem devastando toda uma sociedade urbana
Em todo o mundo
Silenciosamente
Sem que ninguem perceba
Ela esta tomando cidades
Adultos saudaveis
Nao a toa
Todos os estudos remetem a ansiedade
Seja depressao
Melancolia
Saudade
Ansiedade
A resposta esta na mesma questao
A epidemia do nao-amor invade as pessoas como tsunamis devastam cidades
E o que é o nao-amor
Essa epidemia aperece inaparente
Como diversoes pueris
Como momentos passageiros
Mas que ficam
Ninguem perdeu os sentidos
Sao todos ate muito agucados
A caca agora e outra
Como uma necessidade fisiologica
Uma necessidade basica
Homens e mulheres se procuram para preencher um vazio
Nao necessariamente nessa ordem
As ordens inclisive se misturam
E nao ha nada de errado com isso
Pelo contrario
O que esta errado e a epidemia do nao-amor
E o pior
Silenciosamente ela se alastra
Derrotando um por um os seres humanos na face da terra
E apesar de existirem diversos remedios que amenizem a dor
Alcool, cigarro, maconha, outras drogas ilicitas e as mais comuns tarja preta ou vermelha - essas para vc achar que é menos maluco ou doente
Porque hj tudo se acha remediado
Ou ao contrario
Tudo virou doenca

Monday, August 13, 2012

Nao durmo pensando em voce

Astronauta,
Nosso ultimo encontro nao sai da minha cabeca
Seu olhar cruzando o meu
Com vontade de fugir
E eu so queria voce
Tenho muitas saudades
Como queria que tudo fosse diferente
Mas nao foi

Sunday, August 12, 2012

Eloisa to Abelard



In these deep solitudes and awful cells,
Where heav'nly-pensive contemplation dwells,
And ever-musing melancholy reigns;
What means this tumult in a vestal's veins?
Why rove my thoughts beyond this last retreat?
Why feels my heart its long-forgotten heat?
Yet, yet I love! — From Abelard it came,
And Eloisa yet must kiss the name.
Dear fatal name! rest ever unreveal'd,
Nor pass these lips in holy silence seal'd.
Hide it, my heart, within that close disguise,
Where mix'd with God's, his lov'd idea lies:
O write it not, my hand — the name appears
Already written — wash it out, my tears!
In vain lost Eloisa weeps and prays,
Her heart still dictates, and her hand obeys.
Relentless walls! whose darksome round contains
Repentant sighs, and voluntary pains:
Ye rugged rocks! which holy knees have worn;
Ye grots and caverns shagg'd with horrid thorn!
Shrines! where their vigils pale-ey'd virgins keep,
And pitying saints, whose statues learn to weep!
Though cold like you, unmov'd, and silent grown,
I have not yet forgot myself to stone.
All is not Heav'n's while Abelard has part,
Still rebel nature holds out half my heart;
Nor pray'rs nor fasts its stubborn pulse restrain,
Nor tears, for ages, taught to flow in vain.
Soon as thy letters trembling I unclose,
That well-known name awakens all my woes.
Oh name for ever sad! for ever dear!
Still breath'd in sighs, still usher'd with a tear.
I tremble too, where'er my own I find,
Some dire misfortune follows close behind.
Line after line my gushing eyes o'erflow,
Led through a sad variety of woe:
Now warm in love, now with'ring in thy bloom,
Lost in a convent's solitary gloom!
There stern religion quench'd th' unwilling flame,
There died the best of passions, love and fame.
Yet write, oh write me all, that I may join
Griefs to thy griefs, and echo sighs to thine.
Nor foes nor fortune take this pow'r away;
And is my Abelard less kind than they?
Tears still are mine, and those I need not spare,
Love but demands what else were shed in pray'r;
No happier task these faded eyes pursue;
To read and weep is all they now can do.
Then share thy pain, allow that sad relief;
Ah, more than share it! give me all thy grief.
Heav'n first taught letters for some wretch's aid,
Some banish'd lover, or some captive maid;
They live, they speak, they breathe what love inspires,
Warm from the soul, and faithful to its fires,
The virgin's wish without her fears impart,
Excuse the blush, and pour out all the heart,
Speed the soft intercourse from soul to soul,
And waft a sigh from Indus to the Pole.
Thou know'st how guiltless first I met thy flame,
When Love approach'd me under Friendship's name;
My fancy form'd thee of angelic kind,
Some emanation of th' all-beauteous Mind.
Those smiling eyes, attemp'ring ev'ry day,
Shone sweetly lambent with celestial day.
Guiltless I gaz'd; heav'n listen'd while you sung;
And truths divine came mended from that tongue.
From lips like those what precept fail'd to move?
Too soon they taught me 'twas no sin to love.
Back through the paths of pleasing sense I ran,
Nor wish'd an Angel whom I lov'd a Man.
Dim and remote the joys of saints I see;
Nor envy them, that heav'n I lose for thee.
How oft, when press'd to marriage, have I said,
Curse on all laws but those which love has made!
Love, free as air, at sight of human ties,
Spreads his light wings, and in a moment flies,
Let wealth, let honour, wait the wedded dame,
August her deed, and sacred be her fame;
Before true passion all those views remove,
Fame, wealth, and honour! what are you to Love?
The jealous God, when we profane his fires,
Those restless passions in revenge inspires;
And bids them make mistaken mortals groan,
Who seek in love for aught but love alone.
Should at my feet the world's great master fall,
Himself, his throne, his world, I'd scorn 'em all:
Not Caesar's empress would I deign to prove;
No, make me mistress to the man I love;
If there be yet another name more free,
More fond than mistress, make me that to thee!
Oh happy state! when souls each other draw,
When love is liberty, and nature, law:
All then is full, possessing, and possess'd,
No craving void left aching in the breast:
Ev'n thought meets thought, ere from the lips it part,
And each warm wish springs mutual from the heart.
This sure is bliss (if bliss on earth there be)
And once the lot of Abelard and me.
Alas, how chang'd! what sudden horrors rise!
A naked lover bound and bleeding lies!
Where, where was Eloise? her voice, her hand,
Her poniard, had oppos'd the dire command.
Barbarian, stay! that bloody stroke restrain;
The crime was common, common be the pain.
I can no more; by shame, by rage suppress'd,
Let tears, and burning blushes speak the rest.
Canst thou forget that sad, that solemn day,
When victims at yon altar's foot we lay?
Canst thou forget what tears that moment fell,
When, warm in youth, I bade the world farewell?
As with cold lips I kiss'd the sacred veil,
The shrines all trembl'd, and the lamps grew pale:
Heav'n scarce believ'd the conquest it survey'd,
And saints with wonder heard the vows I made.
Yet then, to those dread altars as I drew,
Not on the Cross my eyes were fix'd, but you:
Not grace, or zeal, love only was my call,
And if I lose thy love, I lose my all.
Come! with thy looks, thy words, relieve my woe;
Those still at least are left thee to bestow.
Still on that breast enamour'd let me lie,
Still drink delicious poison from thy eye,
Pant on thy lip, and to thy heart be press'd;
Give all thou canst — and let me dream the rest.
Ah no! instruct me other joys to prize,
With other beauties charm my partial eyes,
Full in my view set all the bright abode,
And make my soul quit Abelard for God.
Ah, think at least thy flock deserves thy care,
Plants of thy hand, and children of thy pray'r.
From the false world in early youth they fled,
By thee to mountains, wilds, and deserts led.
You rais'd these hallow'd walls; the desert smil'd,
And Paradise was open'd in the wild.
No weeping orphan saw his father's stores
Our shrines irradiate, or emblaze the floors;
No silver saints, by dying misers giv'n,
Here brib'd the rage of ill-requited heav'n:
But such plain roofs as piety could raise,
And only vocal with the Maker's praise.
In these lone walls (their days eternal bound)
These moss-grown domes with spiry turrets crown'd,
Where awful arches make a noonday night,
And the dim windows shed a solemn light;
Thy eyes diffus'd a reconciling ray,
And gleams of glory brighten'd all the day.
But now no face divine contentment wears,
'Tis all blank sadness, or continual tears.
See how the force of others' pray'rs I try,
(O pious fraud of am'rous charity!)
But why should I on others' pray'rs depend?
Come thou, my father, brother, husband, friend!
Ah let thy handmaid, sister, daughter move,
And all those tender names in one, thy love!
The darksome pines that o'er yon rocks reclin'd
Wave high, and murmur to the hollow wind,
The wand'ring streams that shine between the hills,
The grots that echo to the tinkling rills,
The dying gales that pant upon the trees,
The lakes that quiver to the curling breeze;
No more these scenes my meditation aid,
Or lull to rest the visionary maid.
But o'er the twilight groves and dusky caves,
Long-sounding aisles, and intermingled graves,
Black Melancholy sits, and round her throws
A death-like silence, and a dread repose:
Her gloomy presence saddens all the scene,
Shades ev'ry flow'r, and darkens ev'ry green,
Deepens the murmur of the falling floods,
And breathes a browner horror on the woods.
Yet here for ever, ever must I stay;
Sad proof how well a lover can obey!
Death, only death, can break the lasting chain;
And here, ev'n then, shall my cold dust remain,
Here all its frailties, all its flames resign,
And wait till 'tis no sin to mix with thine.
Ah wretch! believ'd the spouse of God in vain,
Confess'd within the slave of love and man.
Assist me, Heav'n! but whence arose that pray'r?
Sprung it from piety, or from despair?
Ev'n here, where frozen chastity retires,
Love finds an altar for forbidden fires.
I ought to grieve, but cannot what I ought;
I mourn the lover, not lament the fault;
I view my crime, but kindle at the view,
Repent old pleasures, and solicit new;
Now turn'd to Heav'n, I weep my past offence,
Now think of thee, and curse my innocence.
Of all affliction taught a lover yet,
'Tis sure the hardest science to forget!
How shall I lose the sin, yet keep the sense,
And love th' offender, yet detest th' offence?
How the dear object from the crime remove,
Or how distinguish penitence from love?
Unequal task! a passion to resign,
For hearts so touch'd, so pierc'd, so lost as mine.
Ere such a soul regains its peaceful state,
How often must it love, how often hate!
How often hope, despair, resent, regret,
Conceal, disdain — do all things but forget.
But let Heav'n seize it, all at once 'tis fir'd;
Not touch'd, but rapt; not waken'd, but inspir'd!
Oh come! oh teach me nature to subdue,
Renounce my love, my life, myself — and you.
Fill my fond heart with God alone, for he
Alone can rival, can succeed to thee.
How happy is the blameless vestal's lot!
The world forgetting, by the world forgot.
Eternal sunshine of the spotless mind!
Each pray'r accepted, and each wish resign'd;
Labour and rest, that equal periods keep;
"Obedient slumbers that can wake and weep;"
Desires compos'd, affections ever ev'n,
Tears that delight, and sighs that waft to Heav'n.
Grace shines around her with serenest beams,
And whisp'ring angels prompt her golden dreams.
For her th' unfading rose of Eden blooms,
And wings of seraphs shed divine perfumes,
For her the Spouse prepares the bridal ring,
For her white virgins hymeneals sing,
To sounds of heav'nly harps she dies away,
And melts in visions of eternal day.
Far other dreams my erring soul employ,
Far other raptures, of unholy joy:
When at the close of each sad, sorrowing day,
Fancy restores what vengeance snatch'd away,
Then conscience sleeps, and leaving nature free,
All my loose soul unbounded springs to thee.
Oh curs'd, dear horrors of all-conscious night!
How glowing guilt exalts the keen delight!
Provoking Daemons all restraint remove,
And stir within me every source of love.
I hear thee, view thee, gaze o'er all thy charms,
And round thy phantom glue my clasping arms.
I wake — no more I hear, no more I view,
The phantom flies me, as unkind as you.
I call aloud; it hears not what I say;
I stretch my empty arms; it glides away.
To dream once more I close my willing eyes;
Ye soft illusions, dear deceits, arise!
Alas, no more — methinks we wand'ring go
Through dreary wastes, and weep each other's woe,
Where round some mould'ring tower pale ivy creeps,
And low-brow'd rocks hang nodding o'er the deeps.
Sudden you mount, you beckon from the skies;
Clouds interpose, waves roar, and winds arise.
I shriek, start up, the same sad prospect find,
And wake to all the griefs I left behind.
For thee the fates, severely kind, ordain
A cool suspense from pleasure and from pain;
Thy life a long, dead calm of fix'd repose;
No pulse that riots, and no blood that glows.
Still as the sea, ere winds were taught to blow,
Or moving spirit bade the waters flow;
Soft as the slumbers of a saint forgiv'n,
And mild as opening gleams of promis'd heav'n.
Come, Abelard! for what hast thou to dread?
The torch of Venus burns not for the dead.
Nature stands check'd; Religion disapproves;
Ev'n thou art cold — yet Eloisa loves.
Ah hopeless, lasting flames! like those that burn
To light the dead, and warm th' unfruitful urn.
What scenes appear where'er I turn my view?
The dear ideas, where I fly, pursue,
Rise in the grove, before the altar rise,
Stain all my soul, and wanton in my eyes.
I waste the matin lamp in sighs for thee,
Thy image steals between my God and me,
Thy voice I seem in ev'ry hymn to hear,
With ev'ry bead I drop too soft a tear.
When from the censer clouds of fragrance roll,
And swelling organs lift the rising soul,
One thought of thee puts all the pomp to flight,
Priests, tapers, temples, swim before my sight:
In seas of flame my plunging soul is drown'd,
While altars blaze, and angels tremble round.
While prostrate here in humble grief I lie,
Kind, virtuous drops just gath'ring in my eye,
While praying, trembling, in the dust I roll,
And dawning grace is op'ning on my soul:
Come, if thou dar'st, all charming as thou art!
Oppose thyself to Heav'n; dispute my heart;
Come, with one glance of those deluding eyes
Blot out each bright idea of the skies;
Take back that grace, those sorrows, and those tears;
Take back my fruitless penitence and pray'rs;
Snatch me, just mounting, from the blest abode;
Assist the fiends, and tear me from my God!
No, fly me, fly me, far as pole from pole;
Rise Alps between us! and whole oceans roll!
Ah, come not, write not, think not once of me,
Nor share one pang of all I felt for thee.
Thy oaths I quit, thy memory resign;
Forget, renounce me, hate whate'er was mine.
Fair eyes, and tempting looks (which yet I view!)
Long lov'd, ador'd ideas, all adieu!
Oh Grace serene! oh virtue heav'nly fair!
Divine oblivion of low-thoughted care!
Fresh blooming hope, gay daughter of the sky!
And faith, our early immortality!
Enter, each mild, each amicable guest;
Receive, and wrap me in eternal rest!
See in her cell sad Eloisa spread,
Propp'd on some tomb, a neighbour of the dead.
In each low wind methinks a spirit calls,
And more than echoes talk along the walls.
Here, as I watch'd the dying lamps around,
From yonder shrine I heard a hollow sound.
"Come, sister, come!" (it said, or seem'd to say)
"Thy place is here, sad sister, come away!
Once like thyself, I trembled, wept, and pray'd,
Love's victim then, though now a sainted maid:
But all is calm in this eternal sleep;
Here grief forgets to groan, and love to weep,
Ev'n superstition loses ev'ry fear:
For God, not man, absolves our frailties here."
I come, I come! prepare your roseate bow'rs,
Celestial palms, and ever-blooming flow'rs.
Thither, where sinners may have rest, I go,
Where flames refin'd in breasts seraphic glow:
Thou, Abelard! the last sad office pay,
And smooth my passage to the realms of day;
See my lips tremble, and my eye-balls roll,
Suck my last breath, and catch my flying soul!
Ah no — in sacred vestments may'st thou stand,
The hallow'd taper trembling in thy hand,
Present the cross before my lifted eye,
Teach me at once, and learn of me to die.
Ah then, thy once-lov'd Eloisa see!
It will be then no crime to gaze on me.
See from my cheek the transient roses fly!
See the last sparkle languish in my eye!
Till ev'ry motion, pulse, and breath be o'er;
And ev'n my Abelard be lov'd no more.
O Death all-eloquent! you only prove
What dust we dote on, when 'tis man we love.
Then too, when fate shall thy fair frame destroy,
(That cause of all my guilt, and all my joy)
In trance ecstatic may thy pangs be drown'd,
Bright clouds descend, and angels watch thee round,
From op'ning skies may streaming glories shine,
And saints embrace thee with a love like mine.
May one kind grave unite each hapless name,
And graft my love immortal on thy fame!
Then, ages hence, when all my woes are o'er,
When this rebellious heart shall beat no more;
If ever chance two wand'ring lovers brings
To Paraclete's white walls and silver springs,
O'er the pale marble shall they join their heads,
And drink the falling tears each other sheds;
Then sadly say, with mutual pity mov'd,
"Oh may we never love as these have lov'd!"
From the full choir when loud Hosannas rise,
And swell the pomp of dreadful sacrifice,
Amid that scene if some relenting eye
Glance on the stone where our cold relics lie,
Devotion's self shall steal a thought from Heav'n,
One human tear shall drop and be forgiv'n.
And sure, if fate some future bard shall join
In sad similitude of griefs to mine,
Condemn'd whole years in absence to deplore,
And image charms he must behold no more;
Such if there be, who loves so long, so well;
Let him our sad, our tender story tell;
The well-sung woes will soothe my pensive ghost;
He best can paint 'em, who shall feel 'em most.