E todas essas drogas licitas ou ilicitas só amenizam a dor da doença que acomete o mundo: o nao-amor
hoje vc encontra alguem satisfaz todas as suas necessidades basicas e o mundo esta tao disponivel, que as pessoas se questionam se ha realmente a necessidade de se envolver e viver um amor.
Por mais que tudo se conecte, será que esse é realmente o amor certo?
Essa é a pergunta de todos os seres humanos
e nessa busca eles seguem encontrando e desencontrando, na busca pelo verdadeiro amor, procurando aquele que supostamente seria o perfeito e mais correto, mas aquele que se vive nunca é o amor certo...deve existir algo mais que isso
e a busca segue
mas nao e pelo verdadeiro amor, a busca está dentro daquilo que cada um imagina o que seria o amor verdadeiro, o correto...
viver intensamente virou a meta de muitos de nós, seres humanos, e nessa jornada, o não-amor se instalou
nada é bom o suficiente e o pior, quando é bom demais há de se suspeitar
algo nao conecta, alguma coisa nao está certa
Ante tantas falicidades
o por quê sofrer de decepcao, se o mais facil é o não-amor
E ele se alastra
envolvimentos superficiais
a conquista e o desapego sao tao mais faceis quanto o viver intensamente um romance, daqueles perfeitos, quase de livros clássicos ou best sellers
e muitos, devo admitir, por experiência própria ou por relatos testemunhados
se acabam pela epidemia do nao-amor
o nao-amor é tão covarde quanto uma tentativa de suicidio
o nao-amor é latente em uma sociedade depressiva, angustiada, melancolica, por obter aquilo que é tudo tão possível e alcançável, que é tão mais fácil deixar para tras e correr atrás de tudo aquilo que é mais difícil...o não se contentar
Por que sossegar a um "caso", casual, tão perfeito, que poderia ser um romance, e dali se transformar em amor, se a oferta é tão intensa é há tantos outros amores possíveis a desvendar?
E é na busca do amor verdadeiro, genuíno, perfeito, ídilico, utópico, que surgiu a grande epidemia que acomete esta geração: o não-amor!
No comments:
Post a Comment