Thursday, May 24, 2012

O sol que arde no outono gelado na tentativa de aquecer um plutão

Hoje a bailarina convidou o astronauta para um pic nic
Ele demorou a responder e ela foi ver fotografias de amor para aliviar a cabeça
Quando os ventos trouxeram a resposta do astronauta, ele contou que tinha uma missão e não poderia encontra-la
Ela fez seu pic nic só no espaço dos poetas
Ao deixar o recinto eis que surge o astronauta
A bailarina como de costume, quando o vê inesperadamente, simplesmente fingiu que não viu
O astronauta provavelmente faz o mesmo
Ela foi decidida na resposta enviada pelos ventos contando que ele sabia onde a encontrar e quando quisesse era só mandar mensagens aos ventos
A reaposta foram risos...de quem está sem graça com tantos desencontros ou de quem pouco se importa?
A bailarina não sabe ao certo
Ela o viu de relance quase uma silhueta e só isso muda os eixos
Assim como na semana anterior, uma visão rápida, de relance, logo após ele contar que tinha missões e não poderia ve-la
Por que o destino pregava tantas peças com ela?
Será que todas as vezes apenas ela via ou será que ele via também
Ela acha que ele também a vê e assim como ela faz que não vê
Talvez uma maneira de não se esquecerem
Uma forma de mante-lo em seu sol
Esse tal destino é perigoso, gosta de fazer sofrer
A bailarina só não aguenta mais a espera de não saber o que pode vir a ser...ou não ser
Teme falar e por tudo a perder
Ela aposta todas as fichas nesse jogo arriscado, onde a sorte precisa estar ao seu favor
Até agora as cartas não estão todas na mesa
Os jogadores blefam, escondem o que têm nas mãos, mostram cartas de pouco valor
Ela sente que seu jogo é forte e que pode ganhar, mas que ainda não é o momento da cartada final
Pede mais e mais cartas
Acumulando muitos pontos nas mãos
Mas não seria esse jogo uma roleta
Que ainda não parou de rodar?
As fichas estão todas lançadas em um único número e o pião não para...a bailarina já está zonza
Monte Carlo não é o melhor lugar para aqueles que apostam todas as fichas
Nem o lugar de quem acredita em sonhos...a realidade pode iludir
Mas nem sempre sonhos se tornam reais
Qual será a rota de fuga?
Do outro lado do espelho a bailarina já
Perdeu o compasso da dança
Não existem respostas, nem tão pouco perguntas
Só códigos indecifráveis de um planeta distante, onde vive um astronauta que fisgou uma bailarina perdida a bailar em uma caixa de fósforos
...ela não quer mais pensar, mas não sabe esvaziar seu sol de esperanças

No comments: