Hoje o astronauta enviou pelos ventos ensolarados de uma tarde de outono lembranças da bailarina
Ela ficou muito feliz e o chamou para encontrar depois dos ensaios, mas ele tinha mais uma aventura a cumprir
Como a bailarina fica feliz quando o astronauta se faz presente, mas ao mesmo tempo doi não ter-lo
Nessa noite a bailarina viu o astronauta de relance, usando seu capacete
Ela o viu de longe e acha que ele a viu também, porque ela sentiu que seus olhos se cruzaram a distância, embora nao tenham se falado
Ele não escondeu onde estava e ela sabia que se seguisse aquele caminho, teria chance de encontra-lo e de certo seus caminhos se cruzaram na distância
Ela o viu sorrindo
A bailarina anseia pelo dia que poderá dizer que é dele
Ela o quer mais que tudo
Não é porque sente solidão
Nem porque tem pressa de ter um outro alguém
Simplesmente porque, como a outra bailarina disse, ela fala com encantamento sobre o astronauta, desde a primeira vez que se encontraram
Porque riem dos mesmos momentos
Gostam das mesmas canções
Divertem-se da mesma maneira
Riam e se divertem juntos
Ao lado dele nada mais importa
A bailarina só queria ter ele cada vez mais ao seu lado
E o astronauta, será que quer, espera, anseia e deseja o mesmo
Ele pediu que os ventos a enviassem lembranças
Só isso a faz feliz
Apesar de querer mais
Contudo, a bailarina entende que talvez essa história esteja a ensinando a ser paciente
E por mais que um dia o astronauta vá de sua vida e seus caminhos não mais se cruzem
E os sonhos não se realizem
A bailarina terá aprendido que há de ser paciente, construir as coisas com calma
E carregará do astronauta a calma e a paciência de se querer e desejar em silêncio
Porque há mais na vida
E para se entregar por completo, é preciso haver certeza
Porque o desafio é encontrar aquele alguém para quem dizer 'Eu te Amo' por uma última vez
E quando for, que seja para valer
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