Wednesday, May 29, 2013

Nao me esquecas

Em duas semanas posso estar ao seu lado
Ou nao
Os dias passam e nao te esqueco
Nao era para ser assim
Nao era para ter sido
As vezes desejo nao ter te conhecido
Mas ai lembro
Como num piscar de olhos
O quanto foi inesquecivel
Daria o mundo se.pudesse so para te ter ao meu lado
E viver o que ficou guardado
Faltou tanto a fazer
Faltou tanto a ser dito
Ficou tanto a viver
E hoje so sei das incertezas do amor
E que sonhos nao passamde sonhos
Mas nao desisto de acreditar
Em um dia poder viver o que ficou para tras
Nao se esqueca de mim

Friday, May 17, 2013

Je ne sais pas pourquoi, mais son silence me tue

Just don't know why, but you caugth me at first sight
And you linger on my skin as an addiction so hard to let it go
I might not be the perfect creation you made up on your mind
For sure I'm not
I'm a dancer but human after all
Somehow, eventhough you are so far away
You still so near
I know how vunerable my heart is
And for that I recon I fall in love as the sun will come up
But you linger
And I don't wanna open up a space to someone else
You linger on me
I want you to be my next step
I don't even know who you are
But I wanna give a try
We are a few steps to be as close as we ever been
I would give up anything to give it a try
For nothing is everything
I just don't have challenges in life
As big as you
And I feel bound to give it a try
'Cause in my life
I never leave anything undone
My intensity makes me wanna try to the last breath
Inspite all the barriers I give my all
For the try
I'm not desperately looking for salvation
No, this I found it for myself
I just did something I don't do often
I opened myself for a try
A jump in a pool
Not even thinking it could be empty
Nonetheless  I jumped anyway
Not thinking of what was next
But believing my heart
Since I crossed yours

How does it feel

Ilusoes, ilusoes, sempre as mesmas
E após inúmeras feridas
Sao sempre as mesmas ilusoes que te derrubam!
Ninguem te faz acreditar
Voce cria essas ilusoes sozinha
Quase uma esquisofrenia
Mas eh so amor
Daquele que voce nao tem retorno
Mas quem ama eh isso
Amar sem esperar nada em retorno
Embrulhar aquele sentimento em tecido nobre, manchado das feridas que ainda nao cicatrizaram e guardar la no fundo
Mais um coracao quebrado, esmagado, moido...desiludido
Andar sem rumo
Sem coracao
Sem expectativa
Nem esperanca
Uma sobrevida
Ate o tempo fazer seu papel
De algoz a curandeiro
O tempo mata e tambem cura
Os dias se passam
As memorias ficam
A lembranca ja nao eh mais a mesma
Nao eh mais constante
Mas as vezes vou me pegar pensando em voce
Eu sei
Ja foi assim outra vez
E entao um dia
Cansada da vida
Vou me entregar a noite
E nela tentar remendar todas as frustracoes
Em diversoes liquidas
Que escorrem de sua vida tao rapido quanto de suas maos
Ate uma proxima desilusao

Tuesday, May 14, 2013

Quem somos

O peso da solidão faz nossos olhos enxergarem o impossivel
Aquela mesma solidao que te faz acreditar em sonhos possiveis
O mundo eh tao pequeno e tao grande ao mesmo tempo
E um dia voce cruza com aquele que poderia ser o amor da sua vida
E entao vem a vida te ensinar que nao era bem isso
Que ha caminhos que se cruzam para apenas depois seguir rumos diferentes
Hoje nao sei quem mais sou
Apenas varios pedacos espalhados
Sem forca para junta-los
Sem vontade de acreditar mais
Quero desaparecer no mundo
Nao ser mais eu
Criar um outro eu
Viver uma nova vida
A partir de todos os erros
Recomecar

Monday, May 13, 2013

Sobre planetas e caixas de músicas - um astronauta de um planeta distante

Dear astronaut,
She's just a ballerina, a tiny dancer, that someday, rehearsing, stepped into you - an astronaut from a far away planet, who just happened to fall into this high garden of fragmented dreams.
She does remember your first contact, you touched her hand while you were dancing.
Her first reaction could be to avoid you, but somehow that touch meant something during the dance.
As if it was all coreographed from the stars.
Life in her music box just went upside down.
Although she's a ballerina, she knows a little about the skies, but never believed in astronauts - specially because the legend about this type says that they often hurt naive hearts - 'till there was you...
You danced in her music box, some rhythm she'd never danced befored...oh, don't ever challenge a ballerina, they live their lives on tiptoes!
You kept dancing and sharing single moments in a way she'd never expected.
From a rehearsal by herself she found a whole coreography for two, with an astronaut to share a dance with...how could all that be possible?
An astronaut allowed to a ballerina's music box and make her loose her steps?!
She forgot the way to her own dance, to the same old show she'd been doing on her own for so long.
She allowed you to dance with her and it was magical...
But astronauts always have to go on missions and part to far away planets...
So, one day, not too long ago, sometime right after you both met, when the coreography was just starting to be rehearsed together for a greater dance...then, you were gone.
The ballerina lost her ground, lost the rhythm, fell from her tiptoes and the music box was silent.
The winds keep bringing messages from you, but she doesn't know for how long.
She feels deep down her skin that the astronaut lingers on...and the longing increases and grows everyday you are apart...
She cannot explain how any of this could be happening to her, since she made a pact to herself to keep her heart as cold as she could, for as long as it was possible, so she could learn to dance own her own and choose her own coreographies.
Then the skies brought her an astronaut...what do astronauts know about dance?
How dare you came into her life that way?
She just don't search for reasons anymore and allowed this story to happen to her, albeit she've losen completelly control of the script.
She looks to the skies every night waiting for a sign...inspite the winds binging her messages from the astronaut everyday...
The distance however is an obstacle for you to get to know each other and she doesn't know what to think or how you really feel about her.
Was just a summer fling? Is this for real?
The ballerina never felt so unsure of the way her life was taking.
The lessons here were not coreographies or dance steps...
She was learning the hardest way that she cannot control every aspect of her life, specially on the matters of heart.
She's also facing the challenge of being patient...but for how long?
And all for a fallen astronaut on the land of pleasures.
Is it gonna last? Do you really love her? Just living and waiting to see how this all will turn.
It's all up to you, my dear enchanted astronaut...
For now she waits and hopes...

Sobre Planetas e Caixas de Músicas: a hora do adeus

E então, a bailarina teve a coragem de enfrentar o que vinha sendo evitado, embora fosse inevitável...a hora do Adeus
Uma bailarina em sua caixa de músicas e um astronauta em seu planeta, dois corpos tão distantes, como que em galáxias diferentes, se uniram num magnetismo tão intenso, apesar de breve, quase tornando-se um.
Não há salvação para a distância que amaldiçoa essa história.
Astronautas sempre vem e vão, partem em missões, vivem em planetas, às vezes não tão distantes...
Mas o astronauta vivia há anos luz
E não há amor tão breve que resista ao tempo e ao espaço
Nem mesmo na esperança do reencontro poderia fazer sobreviver aqueles dias inesquecíveis
A bailarina ainda lembra o olhar, profundo como se mergulhasse na alma, os lábios que se mexiam ao ritmo da canção de adeus
Ela lembra o carinho, o cheiro, o toque...a paz que o astronauta a trazia, como um presente
Mas essa paz tornou-se inquietação, angústia pela espera, pelo depois
A paz deu lugar à saudade, já essa naturalmente tira a paz de qualquer ser humano, até mesmo de bailarinas e astronautas
O tempo se encarregou do resto, de plantar a descrença, alimentar a impaciência e aniquilar a esperança
O tempo é o algoz, e o espaço o mandante deste crime
As vitímas são dois corações distantes, desacreditados de tantas outras danças e tantas outras coreografias
Um astronauta que encantou uma bailarina como que em um piscar de olhos...nem ela acreditou que seria possível
Nem ele acreditou que seria verdade
Portanto, o astronauta fez promessas que não pode cumprir.
No dia do adeus ele prometeu esperar e não esquecer e não desistir.
Ele não sabia que no meio do caminho entre a caixa de músicas e seu planeta existiam o algoz e o mandante, o tempo e o espaço, e que o desafio não era tão fácil como parecia
A bailarina entendia e se dispos a enfrentar tudo isso, abriu seu coração, entendeu que deveria ter paciência,  encheu-se das mais fantasiosas esperanças e dançou com suas pontas nas nuvens, deixou-se flutuar e seus dedos não tocavam mais o chão.
Ela também sabia que a queda seria grande, afinal dançar nas nuvens, sem asas para voar, nem mesmo suas asas a levariam tão longe, como esses sonhos a fizeram dançar
As asas da bailarina só conseguiam ajudar após a queda, para levantá-la do chão, eram asas terrestres, que a mantinham na gravidade, para que ela não saísse a voar com qualquer sonho breve e distante que a acometesse.
E levou-se então a bailarina a dançar nas nuvens, carregadas de sonhos, sonhos impossíveis, que alimentavam esperanças vencidas.
Mas suas asas a traziam ao chão cada vez mais, em uma incasável batalha contra as nuvens de sonhos
A bailarina sabia que a razão morava nas asas, que a puxavam de volta ao chão
Mas que seu coração queria sonhar, para não perder o amor, queria acreditar ser possível,
Então no impasse entre a dança nas nuvens de sonhos e tocar suas pontas no chão,
A Bailarina pediu aos ventos que levassem uma mensagem ao astronauta
Astronauta esse que já há algum tempo se distanciava ainda mais da bailarina
E ela sentia em cada mensagem dos ventos,
que a brisa suave que os ventos traziam, transformaram-se em um leve vento seco e frio
Pulou de suas nuvens de sonho
e enviou pelos ventos um pedido de adeus
Como o próprio astronauta contou, "não era fácil ser feliz pelos ventos", ele tentava, mas nem sempre conseguia
A bailarina, que muito entendia do sentir dos outros, pois além de uma dançarina, tinha como hobbie observar o comportamento das pessoas
E no pouco tempo em que estiveram juntos, a bailarina sabia que não era da natureza do astronauta alimentar algo tão irreal...ele estava pronto para as aventuras, mas aquelas reais, ele não sabia sonhar
E a bailarina era apenas isso, só mais uma aventura, uma conquista...
Não era fácil viver assim, a bailarina em sua caixa de músicas numa espera sem fim
O astronauta em seu planeta desistindo a cada dia...não havia para onde escapar
E então decidiram partir, desistiram do reencontro, que os fariam sofrer ainda mais
a bailarina desistiu de tentar mudar o rumo da história, o astronauta ja estava distante demais para se fazer sentir o amor que ela enviava pelos ventos
Eram duas vidas completamente diferentes, dizia o astronauta....de que adianta acreditar
A bailarina acredita que no amor tudo é possível, mas se fez desacreditar também, pois sabia que não conseguiria fazer seu astronauta enxegar através de seus olhos
o reencontro tão esperado, tonou-se no entanto uma remota possibilidade para um novo adeus
Afinal, a história desse astronauta com a bailarina foi construída em despedida
Ela ainda espera ansiosamente pelo reencontro, mesmo depois de toda realidade enviada pelos ventos
A bailarina sempre acredita em chances, em segundas chances...acima de tudo, ela acredita no amor,  naquela paz que ela sentiu um dia, em que, no meio dos passos de dança, um astronauta tocou sua mão e a levou a dançar a coreografia mais perfeita de sua vida.

Sunday, May 12, 2013

A Epidemia do não-amor: em tempos de banda larga

E assim como a distância separa os corpos, não há banda larga que conforte os corações e faça durar um amor.
Romances de verão, sempre serão romances de verão, a espera de um por-do-sol, sempre a iminência do adeus!
Raro são dois corpos se cruzarem e uma mágica tão forte surgir...nesse momento parece que será para sempre.
Mas o adeus acontece, o tempo passa, a saudade desbota, assim como as fotos se acumulam.
O assunto acaba e de uma hora para outra, o que mais se deseja, torna-se aquilo do qual se quer fugir.
Uma realidade impossível...um sonho distante.
As vidas voltam as rotinas e mais um amor morre pela epidemia do não-amor, já que paciência é uma fraqueza, uma covardia.
Não ter controle do amanhã, do depois, do agora, torna-se força suficiente para que a magia morra.
E assim, mais um não-amor acontece, com pitadas de esperança de ainda exisitr uma cura, uma solução.
Tudo que está aos nossos olhos e ao nosso toque e mais fácil de acreditar, de viver, de respirar e não morrer por medo de não saber o que vem depois.

A Epidemia do não-amor: o medo de tentar

O que acontece, por que tem tanta gente com o medo de conhecer um ao outro?
Começam em encontros já desencontrados, chegadas com despedidas.
E o que mal se conhece, torna-se novamente um desconhecido, só mais um número para encher de amizades as páginas das redes sociais.
São possíveis amores que não se dão o trabalho de tentar.
Nessa covardia de sofrer, corações cheios de esperança são partidos, desacreditados, desulididos...e assim a epidemia se se alastra
Há uma pequena resistência, que não desiste ao meio de tanto caos.
Como um fim de semana tão romântico se transforma em silêncio?
Como um romance virtual, que se torna físico e promissor esfria, assim, de uma hora a outra?
São esses os questionamentos da resistência, que teima em acreditar e se entregar e abrir as portas ao desconhecido, na tentativa de que ainda há quem queira compartilhar histórias, momentos...uma vida, mesmo que seja parte de uma vida.
Se a epidemia que se alastra demonstra cada vez mais que ninguém se quer como o todo, muito menos as partes são procuradas.
É a vontade de se esconder em seu casulo, de criar personagens e fantasias de uma noite apenas.
O poder de uma conquista falida.
O medo de se envolver, o temor em sofrer, a preguiça de entender o outro e aceitá-lo com seus defeitos, qualidades, erros e acertos.
Para que ter o outro, se ser o eu já é difícil demais?
Acho que é assim que pensam os que já foram infectados pela epidêmia.
Embora mesmo os epidêmicos, vez ou outra ainda sentem a falta de compartilhar e, por momentos, entregam-se sem pensar.
Ao abrirem os olhos e encontrare-se na situação de envolvimento, os mesmos fogem, distanciam-se, pegam o primeiro atalho para o seu eu que se basta!
Afinal, a oferta é imensa, para que perder tempo com uma só pessoa?
Para onde será que foram os planos, quais serão os novos sonhos?
Assim o mundo vai morrendo de não-amor, pela vida, pelo outro, pelo próximo, pelo que poderia ser e que nunca foi, nem nunca será.

The distance

Dear Astronaut,

I feel you everyday more distant.
So something came up to my mind, "maybe he does not want to see me again, got bored of all this online chitchat and feels somehow embarassed to tell me so..." (however I see no reason why you could be embarrassed).

If that's the case, why can't you say it straight. It's much better than just going away in parts, to quit expectations at once.

Don't play me for a fool, ok!

I remember one day in Rio telling you exactly this, that you we going home and back to your life  and time would do its work on leaving this behind...Never been through that, but I know how it works.

So just tell me what's going on, please, be true, 'cause I don't think you are being sincere.
Things can be easier this way, to both of us.

I promise myself I won't bother you ever again.

Beijos

Ballerina

The space betwen

It was a connection so strong they got attached to each other as soon as their skins touched
And for the first time she felt the closure she was looking for
But what seemed so unreal yet possible, remained as a far away desire
And being together was just a dream
A matter of space and time
So they waited
While each other lingered in their own skin