Sunday, May 12, 2013

A Epidemia do não-amor: o medo de tentar

O que acontece, por que tem tanta gente com o medo de conhecer um ao outro?
Começam em encontros já desencontrados, chegadas com despedidas.
E o que mal se conhece, torna-se novamente um desconhecido, só mais um número para encher de amizades as páginas das redes sociais.
São possíveis amores que não se dão o trabalho de tentar.
Nessa covardia de sofrer, corações cheios de esperança são partidos, desacreditados, desulididos...e assim a epidemia se se alastra
Há uma pequena resistência, que não desiste ao meio de tanto caos.
Como um fim de semana tão romântico se transforma em silêncio?
Como um romance virtual, que se torna físico e promissor esfria, assim, de uma hora a outra?
São esses os questionamentos da resistência, que teima em acreditar e se entregar e abrir as portas ao desconhecido, na tentativa de que ainda há quem queira compartilhar histórias, momentos...uma vida, mesmo que seja parte de uma vida.
Se a epidemia que se alastra demonstra cada vez mais que ninguém se quer como o todo, muito menos as partes são procuradas.
É a vontade de se esconder em seu casulo, de criar personagens e fantasias de uma noite apenas.
O poder de uma conquista falida.
O medo de se envolver, o temor em sofrer, a preguiça de entender o outro e aceitá-lo com seus defeitos, qualidades, erros e acertos.
Para que ter o outro, se ser o eu já é difícil demais?
Acho que é assim que pensam os que já foram infectados pela epidêmia.
Embora mesmo os epidêmicos, vez ou outra ainda sentem a falta de compartilhar e, por momentos, entregam-se sem pensar.
Ao abrirem os olhos e encontrare-se na situação de envolvimento, os mesmos fogem, distanciam-se, pegam o primeiro atalho para o seu eu que se basta!
Afinal, a oferta é imensa, para que perder tempo com uma só pessoa?
Para onde será que foram os planos, quais serão os novos sonhos?
Assim o mundo vai morrendo de não-amor, pela vida, pelo outro, pelo próximo, pelo que poderia ser e que nunca foi, nem nunca será.

No comments: