Friday, January 11, 2013

Não há lua, nem estrelas pela janela para conversar com ela

E as mensagens ao vento cessaram
E a história que já tinha um fim, apenas seguiu na direção contrária
Não houve recomeços só mais do mesmo, o funeral de corpos feridos
Esperas e expectativas em vão, para todos aqueles que esperam demais no escuro
Um jogo sem vencedores
Apenas para reconhecer mais uma derrota
Sem controle a bailarina se entrgou à propria morte, de seu sol
Desde então o sol arde, mas não de calor, arde frio e queima em seu peito uma inquietação vazia
Não há esperas, esperanças, ou a chance de uma nova história
À bailarina basta apagar as luzes e fechar as cortinas
Não há mais astronauta
A lua se escondeu
As estrelas apagaram
O céu se fechou
A música segue tocando
Essa é a única companhia da bailarina
Enquanto espera a vida seguir suas reviravoltas
Para ensinar a esquecer

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