Wednesday, March 19, 2014

O ruído silencioso

E então, o que já se aquietava voltava a inquietar e tirar a calma, à espera.
Uma necessidade sem fim de viver uma história que passou.
Os dias voltaram a ser longos e as noites de vazios e silêncios incompletos.
Não quero mais esperar o inesperado, sonho esse que serei um dia arrebatada em surpresa pelo reencontro.
Não há mais forças, nem esperanças, só o silêncio e o anseio em ouvir uma voz, olhar nos olhos, sentir o toque.
Foi só uma palavra e tudo voltou, apenas para provar que dentro de mim nada mudou.
E a cada mensagem que recebo o coração bate forte, na crença de ser algum rastro de presença em minha vida daquele pedaço que me falta.
Já nem sei mais o que é isso, na verdade, só compreendo que ainda sinto, pois é presença constante toda essa ausência, que sempre será assim, até que por fim volte a se esconder dentro de mim.

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